Julho 03, 2009
360º
Junho 15, 2009
Junho 03, 2009
O clone
Quando você está cheio de problemas nada melhor do que descobrir que seu carro tem um clone. Perfeito!! O primeiro sinal veio com uma multa por eu não ter usado o cinto de segurança em uma avenida. Só que a avenida fica em Itu. Isso mesmo, Itu. Não vou naquela cidade há anos. Na semana seguinte o problema foi excesso de velocidade. Em Londrina. Ou seja, o clone roda bastante. E essa última foi pior, com foto. Um carro da mesma cor e marca que o meu e a chapa idêntica.Quais as alternativas para corrigir isso? As piores possíveis, tenham certeza. Uma delas é fazer um B.O. dizendo que você desconfia que seu carro tem um irmão gêmeo por aí. E o que faz a polícia? Desconfia de você. Ela apreende seu carro até que se descubra o clone. Só que para ser legalzinha, lhe dá o carro em garantia enquanto isso não acontece. E quase nunca acontece, dizem os especialistas. A não ser que o dono do clone seja pego em uma blitz e com o carro fichado tudo possa ser, finalmente, resolvido.
Agora, imaginem se for eu a cair em uma blitz? Vou ter de provar que sou a fiel depositária do carro, óbvio. Se tiver uma gota de álcool no meu organismo então, esquece. Uma infração comprovada e uma suspeita. Já era.
E o advogado, para meu desespero, diz que esse é um dos piores problemas para ser solucionado. Só perde para a clonagem da carteira de habilitação. Bom, desse risco eu escapei. Afinal, quem vai querer clonar uma carteira cassada por excesso de pontos? Ufa !!!
Bazar da Matilde
Bom, vamos falar de coisas boas. Nos dias 5, 6 e 7 tem Bazar da Matilde. Teoricamente é o bazar do dia dos Namorados, mas na verdade é mais um motivo para festa e para mostrar trabalho de muita gente boa. Tem desenhos belíssimos da Eloisa Marques, os trabalhos artísticos da Surama feitos com material reciclado, o batik da Jussara Cardoso, e muitas outras produções que valem a pena. Para quem não conhece vai ser em um espaço muito legal, um charmoso sobrado na vila Madalena, que pertence ao casal Letícia e Marcelo.
Ela é chef de cozinha de primeira linha e costuma organizar eventos temáticos fechados, principalmente o Cozinha da Matilde. Marcelo, cardiologista, faz parceria com a mulher, conduzindo tudo com muita descontração, em um ambiente agradável, com quintal no fundo, mesinhas para acomodar os convidados, quitutes, bebidinhas... Quem quiser mais detalhes confira no site.
Participações especiais
Uma miscelânea. Às vezes são gravações ao vivo e a qualidade nem sempre é boa. Isso quando não vira uma festa, ou uma bagunça se preferirem. Às vezes são de estúdio mesmo. Mas gosto quando eles se misturam. Como não consigo dar uma ordem nesse treco, se é que tem alguma, vai do jeito que o site decidiu mesmo. Nem todos vão gostar de tudo, claro. Mas espero que apreciem uma ou outra, pelo menos. Senão, fica para a próxima.
Como não dá para ver em todas as músicas quem acompanha, coloco aqui. Tem Erykah Badu and Common, Eddie Vedder e Strokes, Michael Stipe e Nenneh Cherry, Peter Gabriel e Sinead O´Connor, Arcade Fire e David Bowie, Bono e The Corrs, e Bruce Springsteen e Sting. Não falei que era uma mistureba? Hasta la vista.
Junho 01, 2009
Quietinha...
Minha tia sempre dizia que quando o céu está inquieto e as revoadas de anjos estão cada vez mais intensas o melhor é ficar quietinha, fazendo algo que você gosta e mentalizando coisas positivas para as pessoas, estejam elas onde estiverem. Não há muito o que falar.Escolhi essa foto porque me passa uma certa tranquilidade. Um final de tarde em Manaus, morno, um céu quase bíblico. E como não pode faltar música, selecionei alguns covers. Hasta la vista. Fiquem bem.
Maio 26, 2009
E (quiçá) la nave va
Não tem dias que a gente se sente assim? E nem precisa ser vizinha da usina de Angra II para ter essa sensação.Who´s the boss?
Eu não tenho cachorros. Mas, de vez em quando tenho uma hóspede em casa: Maia, a maltês da minha filha. Nada contra, ela é uma graça e sinto falta quando ela vai embora. Mas sempre estranho aquele momento de levá-la para passear. Como diz o Seinfeld, se chegar um E.T. e te ver andando atrás de um cachorro, com um saquinho na mão, esperando que ele faça cocô para, então, andar com um saquinho cheio de cocô, quem ele vai achar que lidera o planeta?
Ele é ainda mais radical:"se depois de 50 mil anos de civilização chegamos a esse ponto, é melhor desistir. Em alguma hora as coisas deram errado.Vamos cair fora, dar a vez aos insetos ou quem for o próximo da fila".
Não deixa de ter razão, se bem que por uma interminável lista de outros motivos.
Dream Party
Olha só a festa que blogueiro Guilherme Valadares vai dar na quinta, no Sonique, às custas da Absolut. Ele ganhou o concurso faça a sua dream party, promovido pela empresa. O tema dele é "In an Absolut World there is always a great reason to meet new people" e a idéia é que todos interajam e saiam de seus mundinhos. A balada é aberta ao público(mais ou menos, não?)e todo mundo que chegar vai receber um cartão colorido e quando quiser um drinque tem de achar um outro convidado com um cartão da mesma cor. Cada cor corresponde a um tipo de drinque e um brinde para quem adivinhar com que bebida ele será preparado.
Também haverá um correio elegante moderno e a troca de mensagem será mostrada em um telão. Ai, que medo. Mas não é muito melhor do que fazer uma passeata dos sem namorados?
Jantar com música
Uma dica que a Andarilha me passou. O chefe de cozinha Sam Mason sempre convida bandas novas que estão em turnê em Nova York para uma sessão gastronômica em seu loft. Os vídeos dos encontros e de parte dos shows dos músicos estão aqui.
Babação descarada
Alguém além de mim teve vontade de vomitar na entrevista que o Jô Soares deu para a Marília Gabriela? Credo!!! Ela babou tanto a ponto de ele dizer que voltaria mesmo outras vezes. "Para ser elogiado o tempo todo". Até o ego concretado achou demais. Quem não viu, fez bem. Do Eike Batista, eu passei. Aprendi a lição.
Ufa! Tem hora que é mesmo bom sair um pouco fora.
Essa é a Natasha Khan, que tem o nome artístico de Bat for Lashes.
Maio 24, 2009
Por aí
Às vezes, manhãs mornas me lembram alguns lugares. Hoje, deu vontade de passear pelas ruas do Palermo, olhar vitrines, tomar um capuccino, me divertir com as perfomances, andar nos parques e pensar tranquilamente no que fazer mais tarde. É o que alguns amigos devem estar fazendo lá, nesse momento. Saudades. Mas são grandes as chances de eles estarem nos imaginando aqui,indo até o Ibirapuera, passeando pela feirinha do Masp, tomando café no Santo Grão, pegando um cinema mais tarde. InterconexãoNordeste
O Neil falou há algum tempo da diferença de mobilização entre as enchentes de Santa Catarina e as do Nordeste. Bom, já tem um movimento grande de ajuda. A Celine fala disso e passa links das comunidades, inclusive blogueiros, que estão se organizando para ajudar. Passem por lá.
Zé
A cena foi rápida e não pude ver direito. Mas tive quase certeza que o Marinho tinha flores nas mãos quando viu o Zé Rodrix. Não sei se chegou a entregá-las. Mas o sorriso deu para ver direitinho.
Maio 20, 2009
Karaokê londrino
Maio 15, 2009
Aula de teologia
-- Patty, sobre aqueles pedidos que você disse que era para fazer, eu escrevo e assino?-- Assinar? Não sei, mãe. Me falaram que é para ler e mentalizar toda noite.
-- Mas sem assinar?
-- Sei lá. Imagino que é uma coisa de mentalização. Não sei se tem burocratas do outro lado do universo carimbando os desejos e mandando para repartições.
-- Eu vou assinar.
-- Mas é para pedir meeeesmo...Com fé.
-- Eu sou uma pessoa de muita fé.
-- Sem dúvida. Mas não é para colocar aquela condicional “se for para bem” que a senhora sempre fala quando reza.
-- Lá vem você. Claro que eu peço para que as coisas aconteçam só se for para bem.
-- Mas alguém lá em cima tem de saber o que a senhora quer. Só isso. Senão escuta o pedido e pode pensar, ah, ela não está com tanta pressa assim. Vou atender outros mais urgentes.
-- Mas eu só quero que aconteça se for para bem.
-- Mãe, a senhora não acha que Deus é pai, não é padrasto? Ele não vai te sacanear, ah, ela pediu isso, então vai ver o que eu vou mandar.
-- Mas às vezes a gente pede algo sem saber que não é melhor para a gente.
-- Mas não cabe à senhora já colocar condições. Assim pode sair da lista de prioridades. A senhora não acredita nele? Não acha que ele tem bom senso?
-- Está bem. Então, quando eu for pedir algo para você eu tiro o "se for para bem", tá? Mas depois não reclama.
-- Ei, ei... isso é uma ameaça?
Sem gelo
Estou sem geladeira há dois dias. Como não tenho freezer, me sinto como se tivesse voltado ao estado primitivo e deixasse a caça apodrecer pelo caminho porque não há onde preservá-la. Pensar em uma cerveja gelada só se passasse um rio do lado da minha sacada e eu pudesse deixar várias latinhas para recolhê-las mais tarde. Deveria ter feito supermercado ontem, mas qual o sentido?
Hoje o zelador veio buscar a minha geladeira quebrada. E devo confessar que foi uma visão meio melancólica vê-la indo embora. Tentei lembrar quanto tempo ela esteve comigo. Não consegui. Minha filha não consegue se recordar de outra geladeira. Eu só sei que ganhei de alguém, acho que presente de casamento. Mas qual?
Ela era bege. É isso, mesmo, bege. Quem tem uma geladeira bege? Talvez porque não gostasse da cor é que a enchi de cima em baixo com imãs. Kitsch total. E agora fico pensando, será que vou colocar tudo de volta na minha geladeira BRANCA que, espero, chegue até o final da tarde? Acho que não.
Bom, renovation...
Com muro
Quem ainda não viu “Entre os muros da escola” não pode perder. Filme de Laurent Cantet que tem mesmo ares de documentário, como já foi dito. Você é transportado para uma escola em um subúrbio de Paris que é uma verdadeira panela de pressão. E que não deixa de ser o retrato da França hoje, com todos os conflitos com imigrantes e seus filhos, alguns que nasceram no país mas não o reconhecem como sua pátria. Muito por também não serem reconhecidos. E os professores, imperfeitos muitas vezes, que não conseguem "tocar" esse mundo.
Sem finalzinho tipo todos aprenderam uma lição de vida. As frustrações estão em carne viva de todos os lados.
Maio 11, 2009
Protesto?
Uma amiga organizou um aniversário de 15 anos na semana passada e uma coisa me chamou muito a atenção. Uma menina que estuda no colégio da aniversariante também faria uma festa no mesmo dia e no mesmo lugar. As duas não chegam a ser amigas mas iriam dividir também o mesmo menino na hora da valsa. Ou seja, o "príncipe" correria de um lado para o outro. Eu fiquei pensando, com essa idade e já é preciso dividir o "mesmo"? A "carência" de homens interessantes e disponíveis começa, agora, tão cedo?Aí vejo a notícia do "movimento dos sem namorados" e fico ainda mais curiosa. Já tem até um site. Desconfio que tenha sido feito, em sua maioria, por mulheres jovens. As chamadas são: "Você não aguenta mais aqueles casos que somem depois do terceiro encontro? (típica queixa feminina) De saco cheio de ir para a balada e não encontrar ninguém que combine com você? Proteste".
Proteste? Acho que os protestos são legítimos, sem dúvida. Mas para quem esse protesto é dirigido? Para o IBGE, que não faz um cadastramento adequado e não coloca na Internet o nome dos "disponíveis", por ordem de idade, sexo, preferência sexual, cidades, etc..? Para os barzinhos e baladas que permitem a entrada de pessoas que não querem se envolver? Para os pais e tios que fizeram péssima propaganda dos relacionamentos mais "sérios" e ajudaram a formar dados catastróficos sobre isso? Para os sites de relacionamento que não estão sendo eficazes? Para Deus? Para o diabo? Para quem?
Bom, com certeza, o público-alvo desse movimento é grande afinal são 53 milhões de solteiros acima de 18 anos no país. Estão até marcadas duas passeatas, uma no Rio, dia 15 e outra em São Paulo, dia 17. Que ou se tornam uma festa, o que é bem provável porque, afinal, tudo acaba em festa, ou um mico. Depende do pique dos que irão. Eu torço pela primeira hipótese.
Mas aí tenho um pouco de receio quando me lembro do filme Um grande garoto, baseado no livro About a boy, de Nick Hornby, onde Hugh Grant frequentava encontro de mães divorciadas ou que tiveram produções independentes para se dar bem. Sem nenhuma vontade de "namorar", apenas ter casos eventuais uma vez que havia ali um estoque de mulheres carentes.
Espero que não seja o caso. Boa sorte, moçada. E rápido porque o dia dos Namorados está chegando.
Borges
Memórias do Mundo. Assisti a essa peça no sábado e recomendo. Mas para quem conhece pelo menos um pouco do mundo de Jorge Luis Borges porque o autor do texto, João Paulo Lorenzon, não faz nenhuma concessão para os que nunca leram algo do escritor argentino. Trata-se de um monológo, com a atuação do próprio Lorenzon, onde é feita uma viagem pelo mundo e memórias do escritor argentino, a perda de Beatriz, o frágil limite entre sonhos e realidade, seus labirintos, minotauros, alephs, tigres, espelhos, o escrever e o ler, sua progressiva cegueira. E até o amarelo, que nunca lhe faltou e que me fez entender algumas coisas.
A peça está no Espaço Viga até o dia 28 de junho.
Maio 05, 2009
Olha só quem veio para jantar
Estava eu viajando pelas belíssimas fotos de Benedict Campbell, seguindo a dica do blog Arq_Bar, quando olha só o primo de quem eu achei. Quem quiser ver mais dessa artista gráfica e fotógrafa, clique aqui.A loucura do terror ou o terror da loucura
Eu não consigo ver um filme de terror, ou de muito suspense, sem saber logo o fim. A minha teoria é de que sabendo o fim não me prendo ao que vai acontecer e consigo prestar atenção a todos os detalhes do filme. A prática é que não há detalhes e, geralmente, tudo se resume apenas ao clima de suspense. Foi mais ou menos assim que ao assistir ao Sexto Sentido com minha filha, antes de entrar na sala de projeção, olhei para o cartaz e tentei decifrar porque a crítica do jornal dizia que você não podia deixar que alguém te contasse o final. Então, se o menino enxerga dead people, será que........? E pensei em voz alta. Nos primeiros minutos do filme minha filha veio com um, ai, não, mãe, não acredito. E, sem querer, assistimos ao filme sabendo o fim. Eu, mais tranquila, prestei atenção em todos os detalhes. E ela, raivosa, prometeu que nunca mais veria um filme de suspense comigo. A meu favor foi que eu apenas chutei, se foi gol, frango do goleiro.
O que eu descobri nesse sábado foi pior. Ao assistir Atrizes, dirigido e estrelado por Valeria Bruni Tedeschi, irmã de Carla Bruni, percebi que não estou mais resistente a acompanhar o desenrolar da loucura de alguém. E em alguns momentos do filme cheguei a fechar os olhos para não ver até onde as pirações daquelas mulheres as levariam e a todas as situações de constrangimento que elas passariam por conta disso. E, de alguma forma, eu sabia quais seriam. Mais ou menos parecido com “eu tenho vergonha pelos outros”. Só que a versão “eu sei onde você vai chegar e isso não é aceitável, acredite em mim”. Claro que se eu estivesse com o Gabriel Byrne, em um capítulo de Em Terapia, seria um prato cheio. Mas isso é outra história.
Abril 30, 2009
Pensar emagrece
Eu estou finalizando um projeto que pode acabar em livro. E que fará sucesso, com certeza. Mas vou adiantar umas partes aqui. Trata-se de uma dieta que se baseia no poder da mente. Como tive a idéia? As pessoas vivem me dizendo que para emagrecer você precisa comer de três em três horas senão seu organismo acha que você não irá se alimentar tão cedo e começa a armazenar gordura. Tudo que você comeu antes dessas três horas vai se transformando em gordura para você ter condições de enfrentar todas as intempéries que seu organismo imagina que virão pela frente.Bom, se seu organismo acha isso então é porque ele tem pensamentos próprios. Ele “pensa”, elementar. Mas como você também pensa, então o melhor é tentar dominar o pensamento de seu organismo. É aí que entra a mentalização. Nela você vai imaginar durante o dia que toda caloria que você fixar seu olhar será absorvida. Esse comando será enviado para seu organismo que se prepara para receber aquela tonelada de alimento. Mas o truque é que você não vai fazer isso. Então seu organismo, que estava preparado para aquilo, vai ter de no final do dia dar descontos por calorias não ingeridas e é aí que você emagrece.
Ou seja, você pode olhar para um caldeirão de feijoada e mandar o recado: “vou comer tudo isso”. Mas é preciso olhar com convicção, para que ele acredite que você, realmente, vai comer tudo aquilo. Mas você só come um prato cheio e seu organismo vai ver que a conta não fechou e que é preciso tirar todo aquele excedente que estava no almoxarifado. As coisas ficam muito mais fáceis porque você vai emagrecer por cada caloria que você olhou, mas não comeu. Quanto mais você olhar, mais você emagrece, independente do que você comer.
Esse regime tem um problema porque vai exigir uma mentalização muito forte. Não se aplica, por exemplo, ao caso de uma amiga minha. Ela diz que faz tudo certinho, come pouco e tal. Mas que “engorda mesmo é na larica”. Aí não dá, está fora do controle dessa dieta. Sorry.
Virada
Quem vai ficar em São Paulo no feriado já deu uma olhada no programa da Virada Cultural? O problema da Virada é o tamanho dessa cidade. Como se você conseguisse ver o Jon Lord, ex-Deep Purple, tocar com a Orquestra Sinfônica Municipal (que isso?) na avenida São João, corresse para a ressurreição de Clara Crocodilo, no Teatro Municipal, seguisse para o show do Duofel, no CEU Vila Atlântica (onde será que é isso? ), conseguisse assistir Cachorro Grande no CEU Aricanduva, depois ao SESC Santana para ver Lenine, parasse no Villa-Lobos para o Patife Band, e voltasse para o Municipal para o Gismonti. Claro que sem deixar de dançar no baile da banda Glória no Museu da Casa Brasileira. E ainda parando para ver as inúmeras performances espalhadas pelas ruas do centro. E domingo, ai, tem mais.
Se bem me conheço, a tendência é ver uma ou outra coisa e depois ficar tomando chopp sossegada na Vila e vibrando com o que as pessoas chegam contando, eufóricas, de tudo que assistiram. Boa sorte.
Remix
Podem reclamar à vontade. Mas gosto desse remix que o inglês Thin White Duke fez para Viva la Vida, do Coldplay. Aquela mesma música que o Satriani disse que "quase chorou" quando ouviu porque era plágio de uma música sua. Um pouco de exagero, acho. Curtam e bom feriado.
Abril 27, 2009
Amarelão
Mulher se protegendo do sol em Diafarabe, Mali. Foto de Michael S. Lewis
O reflexo de um barco em Quebec´s Forillon National Park. Foto de Michael Melford.
Um Plymouth e a casa colorida em Lanay City, Havaí. Foto de Jim Richardson.
Uma construção em San Miguel do Allende, México. Foto de Gina Martin.
A luz refletida nos vidros de uma escada na Universidade de Colorado. Foto de David Evans.Abril 24, 2009

Não consigo pensar em nada a não ser o infame yes, weekend. E olha que a semana foi curta, mas cansou. Tudo muito caótico, um barulho danado das bombas explodindo no congresso, a gritaria da juizada, a terra tremendo a cada pulo do brameiro se preparando para a final, a gripe suína se espalhando no México, os piratas na Somália dando ultimato, e até a inglesa desacatando ordens oficiais de fazer menos escândalo durante o sexo e pronta para ir para a cadeia, se preciso for. Chega. Agora, que todos se enrolem, se embolem, curtam.
Abril 22, 2009
À mestra com carinho
Há muitos anos, havia um lugar onde os professores da rede pública amavam o que faziam, tinham salários dignos e ajudavam na formação do caráter de pessoas dignas. Eles se dedicavam ao máximo pelo puro prazer de ensinar. Minha mãe, hoje aposentada, foi uma dessas professoras que conseguiu criar, bem, seus filhos e tem a gratidão de muitos filhos de outros.Talvez por conta disso, presentes de alunos ou primos, não lembro ao certo, havia em casa um disco da Lulu cantando a música de "Ao mestre com carinho", filme com o Sidney Poitier no papel de professor enfrentando problemas raciais, sociais, econômicos, em sua sala de aula. Conheci a música antes de ver o filme.
Um dia desses vi que havia uma versão ao vivo de To Sir with Love com a Natalie Merchant, ex 10,000 Maniacs, e com o Michael Stipe, vocalista do R.E.M. O Orlando, gentilmente, conseguiu para mim. Vou colocar aqui para os que se lembram. E para aqueles que provavelmente nunca ouviram. Direto do túnel do tempo.
E tudo isso porque hoje é aniversário de mi madre/mestra. Que continua amando ensinar. Mas, agora, para poucos.
*Eu não baixei a música nesse serviço, já estava lá apenas como R.E.M.
Abril 21, 2009
Volvox
Estou encantada com a descoberta dos cientistas da Universidade de Cambridge: algas de água doce que formam grupos que dançam em volta uns dos outros e são mantidos juntos apenas pelo fluxo de fluídos que eles criam. Os Volvox, organismos multicelulares têm dois apêndices parecidos com fios de cabelo nas pontas de cada células. Quando agitam esses apêndices a colônia toda é impulsionada no mesmo ritmo. Elas formam dois "estados de ligação", a valsa e o minueto. Outro detalhe interessante é que juntos os apêndices se assemelham aos cílios humano. Ou seja, as algas também sabem que dançando se mantém juntas, se mantém tribos. E ainda sabem dar uma bela duma piscada. Não é tudo?Última esperança
Antes de colocar música para entrar nesse meio de semana dançando, vou registrar meu lamento. Não foi na reforma ortográfica que a expressão "quebrando paradigmas" foi abolida. Quando será, então? Eu achei que estava caindo em desuso, mas a resistência é brava.
Dance...
I don´t feel like dancing -- Scissor Sisters
Grace Kelly - Mika
Fun for me - Moloko
It´s a sin - Pet Shop Boys
Let´s dance - David Bowie
Abril 18, 2009
Sem título

Melhor chamar os navios, eles foram capturados
velejando
Melhor chamar o capitão, ele foi capturado roubando
Melhor chamar porteiro, ele foi capturado nos deixando
Melhor chamar todos os garotos no convés, eles foram
capturados sem sentimentos
Melhor chamar o pescador, porque eles estão chegando em
terra
Melhor chamar o enfermeiro chefe, nos embrulhe, para
deitarmos no escuro
Melhor chamar com alguma resistência, a melhor maneira
para não sentir vergonha
Melhor chamar com alguma persistência, é a maneira que
você não sente nada
Melhor chamar a evolução, a melhor maneira de fazer
uma revolução
Melhor se decidir rápido
Melhor decidir despertar rápido
Mezza tradução by Terra
Abril 13, 2009
Um bom mergulho
Abril 08, 2009
Novas rotas
Estamos na beira de um feriado e logo mais teremos outro. O serviço de utilidade pública desse blog resolveu deixar aqui umas dicas de viagem para os que querem conhecer lugares diferentes dos que visitam tradicionalmente. Mochila nas costas, disposição para o novo, atenção nos sinais do caminho, e boa viagem.Ilha dos Bem-Aventurados
Situada no Oceano Atlântico com cerca de 800 quilômetros de comprimento, é habitada por um povo que se veste com lindas teias de aranha cor de púrpura. Apesar de não terem corpo podem se mover e falar com os seres mortais. Eles se parecem com espíritos nus, cobertos com uma teia que lhes dá a forma de um corpo.
A ilha é comprida e plana, governada pelo cretense Radamus. A capital é construída em ouro, com muros de esmeralda. Têm sete portas feitas de uma única peça de canela e as ruas que cruzam a cidade são de marfim. Há templos para todos os deuses, construídos de berilo, com altares feitos de ametista, usados para sacrifícios humanos; aconselha-se aos que facilmente se impressionam com a visão de sangue a não assistir às cerimônias.
Em torno da cidade correm vários rios: um de perfume delicado, de 15 metros de profundidade e facilmente navegável; sete de leite e oito de vinho.
(...) Os viajantes não encontrarão na ilha a escuridão da noite ou a luz do dia a que estão acostumados. A ilha está sempre no lusco-fusco, como se o sol ainda não tivesse nascido. É sempre primavera e o único vento que sopra é o zéfiro. O país é rico em todas as espécies de flores e todos os tipos de plantas: as videiras dão uvas doze vezes por ano. Macieiras, romãzeiras e outras dão frutos treze vezes por ano, porque no mês de Minossa frutificam duas vezes. O trigo produz pães assados, que crescem em suas pontas como cogumelos.
(Luciano de Samósata, Históricas Verídicas)
Fundos do Vento do Norte
Reino situado no deserto ártico a que se chega atravessando o corpo do Vento Norte, que fica em sua entrada. Três pessoas fizeram relatos diferentes sobre esse lugar. Durante, escritor do século XIV, afirma ter entrado por uma porta de fogo e ter visto um país onde tudo é perfumado e é sempre o mês de maio. Uma brisa suave sopra constantemente e um córrego límpido gorgoleja em meio a campos relvados, salpicados de flores vermelhas e amarelas. De acordo com o italiano, os habitantes são livres e saudáveis e usam coroas.
Séculos depois de Durante, a filha de um camponês escocês adormeceu num bosque e acordou no reino do Ártico. Ela descreveu uma terra onde não chove nunca e onde jamais sopra o vento, uma terra luminosa onde não há sol ou lua, noite ou pecado.
No século XIX um menino chamado Diamante, filho de um taxista londrino, foi transportado pelo próprio Vento Norte. Não viu sol, mas uma luz que parece irradiar de todas as coisas. Um rio corria sobre longas ervas ondulantes. Segundo ele, nada há de errado com o país mas, por outro lado, nada parece estar certo.
As pessoas do Fundo do Norte não falam: basta que se olhem para que se entendam. Segundo Diamante, as pessoas parecem felizes mas não o são totalmente. Elas tinham aparência triste às vezes como se esperassem ser mais felizes um dia.
Avisa-se aos viajantes que o tempo passa muito devagar no reino: uma semana, às vezes, parece durar um século inteiro.
(George Mcdonald, At the Back of the North Wind)
Porta no Muro
Entrada para um jardim que muda de lugar, onde tudo é lindo e todos se sentem perfeitamente feliz. Depois que se passa pela porta, que pode se encontrar em vários lugares do mundo, um caminho longo e largo, com canteiros floridos de borda de mármore em ambos os lados, conduz a uma moça alta e bela, de voz doce e agradável, e a outras pessoas também bonitas que divertirão os viajantes. (os homens se parecem com Martin Donovan e têm a voz de Eddie Vedder)*
A fauna do jardim é surpreendente: panteras pintadas, micos e periquitos. No jardim há um palácio espaçoso e fresco, com colunatas sombreadas e muitas fontes.
O viajante que descobre a porta do jardim se encontra geralmente diante da escolha entre comparecer a um compromisso importante ou entrar nesse reino das delícias. Contudo ele deve ser advertido de que depois de certo número de visitas esse jardim de êxtase pode se transformar em seu túmulo.
(H.G. Wells “The door in the wall”)
-- Essas e outras dicas de lugares fantásticos podem ser encontradas no Dicionário de Lugares Imaginários.
*por minha conta.
Flight of Icarus, by Iron Maiden
Abril 05, 2009
A cartomante
Eu ando pensando, insistentemente, em como posso reforçar meu caixa. Essa busca me levou a uma cartomante. Não lembro quase nada do que ela disse sobre o meu futuro. Mas fiquei pensando em como ela aliava intuição e observação para captar o perfil (o básico, já que em uma cartomante ninguém quer se aprofundar mesmo) das pessoas que a procuram. Na verdade, percebi que a leitura não é das cartas, é do rosto, do olhar, das mãos. E, de quebra, das roupas, do cabelo, tudo que puder dar uma dica sobre aquela pessoa. Ou seja, o que todo mundo já dizia sobre as cartomantes. E, no fundo, todo mundo traz um pouco das respostas dentro de si.Bom, comecei a achar que eu tinha as qualidades de uma boa leitora de faces e estilos. E, para me aprimorar, também aprendi o básico da leitura das cartas. E, pronto, acabava de ser criada a Madame Diphusa, a seu dispor. Uma amiga decidiu me dar uma força e mandou uma conhecida dela me procurar.
Clima todo armado, uma canga bem bonita na mesa, incensos, velas. World Premiere. E lá estava eu pronta para dar todas as respostas para a minha primeira cliente.
Eu gelei quando a mulher entrou. Enquanto servia um chá verde e conversava sobre trânsito, essas coisas, tentava, sem muito sucesso, decifrá-la. Maria Eulália parecia uma esfinge. Mas ainda tinha esperanças que ela se revelasse mais nas perguntas.
Como não quero ser uma fraude, decidi colocar aqui o que foi minha primeira experiência. Claro que isso vai fazer com que a clientela desapareça, dado o fracasso e o vexame. Mas, vejam só, nem fui tão culpada assim.
-- Vamos lá, Maria Eulália. Antes de cortar, me diga o que você deseja saber.
-- Eu preciso saber se algum dia as comparações deixarão de me assombrar.
(Whaaaaat?)
-- Como assim?
-- Eu conseguirei ficar livre delas? Ou elas, definitivamente, estão impregnadas em mim e farão parte da minha vida?
-- Bom... sabe...é que....então...veja bem.... que diabos você está falando?
-- Da essência do ser humano, comparar.
(Segura o palavrão, Patty)
-- Mas acho que as comparações são feitas para que possamos fazer escolhas, não? Você compara livros, filmes, músicas, carros, roupas, sei lá. É uma forma de você decidir o que é melhor.
(Péssimo!)
-- Mas em relacionamentos elas mais atrapalham que ajudam. Se você não tem boas memórias dos seus últimos envolvimentos tende a idealizar o próximo. Mesmo que o upgrade não seja muito grande. Ou pior, se encontrou algo que se aproxima de tudo que queria, e não ficar com essa pessoa, você se condenará à solidão por achar que nada será igual.
(Caramba, o que eu fiz para minha amiga? Porque ela quis se vingar de mim?Será que foi aquele batom da MAC?)
-- Bom, vamos tentar a La Jack. Você sente que está sendo comparada a alguém?
-- Devo estar. Quem não está?
(Boa pergunta)
-- E você quer saber se isso deixará de acontecer? Então não é melhor você falar em que circunstâncias isso acontece?
-- Todos os dias, provavelmente. Mas não é isso que me incomoda.
(Ai, quem me dera)
-- Não? Então o que te incomoda?
-- São as minhas comparações. Elas se tornaram cruéis e não dão a menor chance para o conhecido, imagine como tratam o desconhecido.
(Droga, tentei estrelar "O Mentalista" e acabei fazendo uma ponta em "Em terapia")
-- Que tal nos aproximarmos mais do assunto, quem sabe chegaremos à pergunta mais adequada para as cartas. Você está comparando quem?
-- Todos. Eu busco a perfeição em todos.
(Ai,ai, tolinha)
-- E de que tipo de perfeição você está falando?
-- O encaixe total, absoluto. De corpo e alma.
-- Você já viu isso de perto?
(Que cor será que tem?)
-- Em alguns momentos. Foram poucos, talvez, mas suficientes para me cegar. Agora, não enxergo mais nada. Tudo parece menor, opaco.
(Meu deus, deveria ter cobrado mais caro)
-- Bom, você quer saber então se vai conhecer alguém? É isso?
-- Não, isso pode acontecer a qualquer momento. Eu sei disso. O que eu quero saber é se serei capaz de deixar o novo entrar na minha vida sem que minhas lembranças o soterrem.
(Santa mãe, alguém tem o telefone do Quiroga?)
-- Claro que vai.
-- Mas você nem colocou as cartas para fazer essa afirmação.
(Minha nossa senhora dos bons conselhos, compareça no guichê, por favor)
-- Minha amiga, nem preciso. É só deixar as portas e janelas abertas. Nada será imediato, mas aos poucos alguém vai entrar na sua vida, devagarzinho, tranquilo. A identidade e a intimidade chegarão gradualmente. E quando você menos esperar estará deslumbrada com tudo de bom que essa pessoa pode trazer para você.
(Salve o Seicho No Ie !!!!)
-- E se não der certo? Não vai só aumentar a sobrecarga de comparações que vou fazer no futuro? Será que esse não é o ônus das relações mais verdadeiras?
(É, minha filha, pode ser que uma hora você tenha de baixar o nível de exigências)
-- Não sei, mas em todo caso aproveite enquanto puder. Se entregue, seja feliz nem que só por alguns momentos. Isso já vale muito, não acha?
-- É, acho que o tempo nas relações tem outra medida. E meu receio é de que o meu já tenha sido completado com o que eu podia ter de melhor.
-- É, na verdade, pode ser. Desculpe, não queria ser pessimista. Mas ou você se submete ao tratamento do Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, e apaga tudo, ou segue em frente.
-- Mas eu não quero esquecer.
-- É, pelo jeito não mesmo.
(Nem eu iria querer, essa louca deve ter atingido o nirvana das relações)
-- Como?
-- Nada, deixa para lá. Mas não desista, mesmo assim.
(O que mais eu podia falar?)
-- Não sei...
-- Ah, mas se você vier a se interessar de novo por alguém preste um pouco de atenção....
-- No que?
-- Nas comparações que essa pessoa estiver fazendo. Podem ser fatais. E olha, nem vou cobrar a consulta, tá?
No divã
Por falar em Em Terapia, adoro essa série da HBO. E o Gabriel Byrne estava quase me convencendo a voltar para a terapia até que entrou em uma crise sobre a eficácia de fazer com que as pessoas mergulhem em seus conflitos. Enquanto ele não resolver essa dúvida, não faço nada.
Garapa
Seu notebook quebrou? Você vai ter de gastar uma grana que não esperava com isso? Ou vai ficar um tempo sem ele? O monitor do desk pifou, mais gastos? Tudo isso te deixou mal, derrubada? Com vontade de chorar? Vai então assistir Garapa, documentário do José Padilha, o mesmo de Tropa de Elite. Ele mostra três famílias no Ceará que vivem em extrema pobreza e o que dão para seus filhos comerem. Ou não. Só não sucumbem de vez por conta do que lhes chega do Fome Zero e de outros programas sociais. Nada que você não soubesse do problema mundial da fome, como lembrou Luiz Zanin Oricchio. Mas é um soco no estômago e na sua cabeça que dura duas horas. Muita gente pediu para sair.
Chico escancarado
Não precisava de mais motivo para amar Chico Buarque de Holanda. Mas ele ainda chega com o excelente Leite Derramado. Delírio dele, do personagem (Eulálio, pai da Maria Eulália), da história, e nosso. Vale cada palavra. Nada está ali por acaso.
Whaaaat?
Chamada na primeira página do Estadão: "Serra exporta projetos para Estados e prefeituras". Ou seja, foram distribuídos gratuitamente 7 mil CDs com cópia dos sistemas de pregão utilizado pelo governo paulista. E técnicos do estado estão por aí ensinando como implantar a nota fiscal eletrônica que tem milhagem. Meu Deus, o que as pessoas são capazes de fazer em semana que Lula reinou no G20, não?
O apego da família Mesquita a Serra não é de hoje. Eu mesma, quando trabalhei na firma, tive de entrevistá-lo várias vezes quando ele ainda era apenas um economista arrogante. E já demonstrava seu autoritarismo ao pedir, sem o menor pudor, a cabeça de jornalistas que não escreviam o que ele achava que era o certo. Eu, hem, sai para lá, quem gosta de vampiro é francine.
Every breath you take, by Police.
Come as you are, by Nirvana.
E o tempo voou, já são 15 anos que o cara desistiu. Uau !!
Abril 01, 2009
Sem título
(by Thomas Alleman)Sentidos
Tem sido recorrente a lembrança desse verso de Alice Ruiz, que me importam os sentidos se tudo vibra? E, mentalmente, tenho acrescentado, que me adianta ficar calada se a pele grita?
Que tal um kit?
Entre tantos assuntos que discuti com uma amiga que morou muitos anos na Califórnia, um foi o kit terremoto que as pessoas que vivem na beira daquela fenda são orientadas a terem para o caso de tremores mais fortes do que os que enfrentam normalmente. Há uma série de itens que passam por um galão de água por pessoa, no mínimo, barras de cereais, frutas que serão repostas diariamente até o momento necessário, cobertores, luvas, lanternas, velas, baterias, papel higiênico e outros produtos de higiene, remédios, estojo de primeiros socorros, rádios, e muitas outras coisas.
Isso, na verdade, me deu uma idéia. Montar esses kits com algumas adaptações para carros, acrescentando, por exemplo, carregadores de Ipods para os que não possuem a conexão direta, livros, DVD portátil com um pequeno acervo, cervejas, talvez, e no caso de chuva -- a lady sempre aparece, é bom lembrar -- pequenos botes infláveis. E comercializá-los desde já para serem utilizados no dia do congestionamento final. Porque parece consenso que ele está cada dia mais próximo, não? Acho que consigo uma boa grana.
Só um pouquinho mais...
Tudo bem que o momento exige algumas medidas mais drásticas para evitar o pior. Não quero discutir o mérito disso. Também não tenho a intenção de defender o cigarro, acho que faz muito bem quem não fuma.
Mas já que os fumantes vão ajudar a compensar a renúncia fiscal às montadoras e à construção civil não é hora de eles receberem um tratamento um pouco, quiçá um pouquinho só, mais adequado? Se vão gerar cerca de R$ 975 milhões a mais para a economia que tal terem, no mínimo, as suas alas nos restaurantes em lugares melhores do que aquelas foram colocados nos últimos anos? Ou fumódromos dentro das empresas e de alguns estabelecimentos que não lembrem uma pequena cela de prisão? Afinal, teremos mais carros e motos poluindo as ruas e mais prédios de alto padrão se espalhando por todos os bairros às custas dos bolsos deles, não?
Old habits die hard, com Mick Jagger e Sheryl Crown





